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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Viajando pelos números e sentindo-se um deles

Viajando pelos números e sentindo-se um deles Vamos amadurecendo sob a rudeza dos anos e a leveza das flores do caminho. A realidade, com o tempo, deixa de pedir licença: estampa-se. Grosso modo tudo se resume a um número. Somos um número. Velho reclamão? Ah.. então, vejamos: você vai ao médico, ele olha na primeira linha de seu prontuário está o seu DNA – não o “manual de instruções do corpo”, a molécula que carrega informações genéticas, mas a Data de Nascimento. E o A final é de antiga. O doutor fixa seus olhos ali e já ensaia suas (pré)-conclusões. Em qualquer repartição querem nos qualificar. Nome, endereço e os números que carregamos: CPF, RG, etc... Agora unificam tudo na CIN-Carteira de Identidade Nacional, um número só. Continuaremos sendo um número. Você luta por emprego, faz entrevistas intermináveis, capricha no currículo e consegue a vaga. Vibra. E vai lá ao DRH assinar contrato – recebe um número. Ganha matrícula – outro número. E ainda adota um crachá com mais um número,...

Havia tempestade, e uma velhinha aflita na calçada

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  Havia tempestade, e uma velhinha aflita na calçada Em tempos sombrios, quando parece que nos afastamos cada vez mais das palavras e do exemplo de Jesus, somos bombardeados por ocorrências trágicas — como o ruidoso caso de Itumbiara, Goiás — que nos deixam atônitos e cheios de interrogações. Não apenas isso. Casos de desagregação familiar por discussões fúteis, polarizações políticas que rompem laços, vaidades que impõem pensamentos como se fossem verdades absolutas. A violência doméstica, as drogas, o abuso do álcool, o feminicídio — um quadro doloroso que insiste em não recuar. Mas há também singelas cenas urbanas que passam quase invisíveis e, ainda assim, marcam profundamente. Gestos de relação amorosa, de bem-querer, de entendimento de que o outro é igual — irmão sempre. Esse é o outro lado do copo. O meio cheio do bem. Paradoxalmente, esses fatos auspiciosos raramente ganham destaque. Não produzem manchetes estrondosas. E aí reside um perigo: cercados por tantos recortes neg...

CVV e a grandiosidade do trabalho voluntário

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  CVV e a grandiosidade do  trabalho voluntário Com o novo ano as pessoas revisam metas, repensam objetivos e, não raras vezes, passam a considerar o engajamento em movimentos de benemerência, de caráter social, voltados ao auxílio ao próximo: o chamado trabalho voluntário. Este artigo é para você que já se sente alinhado a esse propósito — ou para ser compartilhado com aquele amigo, parente ou conhecido que você sabe que deseja tornar-se voluntário. O CVV – Centro de Valorização da Vida – é uma instituição social que realiza um trabalho essencial há 63 anos no Brasil. O serviço é voluntário, gratuito e oferece atendimento sigiloso por telefone, chat e e-mail. Reconhecido como entidade de utilidade pública federal, o CVV funciona com uma estrutura matricial que estabelece diretrizes e treinamentos, garantindo um padrão de atendimento uniforme em todos os postos. São em torno de 90 postos espalhados pelo país e mais de 3.000 voluntários em atividade. Em Americana, o pos...