Anos 30 e o Monjolo de Milho do seu Elias
Anos 30 e o Monjolo de Milho do seu Elias Há mais de 90 anos, funcionava no bairro Alambari do Meio, região do Santo Antônio do Sapezeiro e divisa com Rio das Pedras, um rústico monjolo de milho movido exclusivamente pela força da água. Construído com troncos resistentes, sem parafusos, o engenho utilizava água corrente de um córrego para acionar o pilão de madeira que triturava grãos, descascava café e produzia farinha. Um sistema simples, autônomo e sustentável — muito antes de essa palavra ganhar destaque. O mecanismo operava pela gravidade: o cocho enchia-se de água, a haste descia e, ao esvaziar, o pilão caía, socando o milho em ritmo constante. O monjolo fez parte da história do casal Elias e Georgina Leite Barbosa, que por volta de 1932 formaram uma família de 11 filhos no sítio onde cultivavam arroz, feijão e milho. O grão era colhido, armazenado no paiol, debulhado manualmente, curtido em água corrente, socado, torrado e transformado em farinha...