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Finados, e o que a morte nos ensina

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Finados, e o que a morte nos ensina – Celso Gagliardo – Já fui advertido para não ficar escrevendo sobre a morte. Mas o tema me é recorrente, especialmente na atualidade, dado que no início de novembro comemoramos Finados, dia dos mortos. É o tempo de relembrarmos os entes queridos que se foram. Os cemitérios são mais visitados, alguns vão lavar as sepulturas, compram flores e as depositam em homenagem póstuma. A morte nos revela muita coisa. Andar pelos cemitérios nos remete a divagações e nos projeta para a dura realidade da vida: há tempo para tudo, inclusive para a separação física. Circulando entre túmulos, vamos lendo as plaquinhas, algumas já desgastadas pelo tempo, outras parcialmente danificadas pelos larápios do metal. Elas indicam nomes, sobrenomes e datas. Estas pouco importam. Mas os nomes e sobrenomes nos remetem invariavelmente à vida que pulsa lá fora. E ficamos imaginando como tudo é frágil, passageiro e imprevisto. Há mais gente idosa sepultada, é verdade,...

Limparianos, do prato à amizade e à solidariedade

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                                         Limparianos, do prato à amizade e à solidariedade                              -   Celso Gagliardo Santa Bárbara d’Oeste tem a primazia de manter, há quase 77 anos, um grupo de amigos que se reúne mensalmente em torno da boa mesa para praticar a amizade, conversar, jogar conversa fora e até promover alguma ação social. É o Clube dos Limparianos, que nasceu em 12 de novembro de 1949. Angolini, colecionador de histórias, reuniu há pouco um acervo com fotos, notícias e documentos desse grupo e o doou para o Centro Municipal de Memórias da cidade. Angolini conta – há vídeo na Internet – como tudo começou. Pessoas amigas, que se reuniam no Clube Barbarense para conversar, jogar cartas e jantar. Bons de garfo. Conquanto na entidade formal Rotary Club havia protoc...

A redação, rápida e bela. Nossa, ou da Inteligência Artificial

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  A redação, rápida e bela. Nossa, ou da Inteligência Artificial Celso Gagliardo Vivemos tempos de facilidades pelas inúmeras ferramentas tecnológicas ao nosso alcance. Temos visto propagandas de editoras – plataformas de inteligência artificial – anunciando a produção de um e-book completo entre 30 a 60 minutos. Alguns prometem entregar até o roteiro, a estrutura e a diagramação básica. Impensável até há pouco. O autor ficava anos, às vezes, em pesquisas ou buscando inspiração para escrever um livro. Agora basta dar as linhas gerais da sua ideia e encomendar o serviço, que virá a jato. Mas não é somente para escrever livros. A IA nos ajuda em quaisquer circunstâncias, até mesmo para construir uma frase de efeito. Em poucos segundos nos oferece várias opções. Eu mesmo submeto alguns de meus textos à verificação da ferramenta, para cortar palavras repetidas, melhorar alinhamento e até algum ajuste gramatical. Às vezes a IA sugere mudanças, que posso adotar, ou não, ou mesmo adotar e...

Tupi, potencial turístico que se reveste de realidade

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  Tupi, potencial turístico que se reveste de realidade *  Celso Gagliardo Tupi, aprazível distrito de Piracicaba, surgiu a 29 de julho de 1922, há 104 anos, com a chegada da Estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, no ramal de Piracicaba. Em 1936, por força de lei, tornou-se distrito de Piracicaba. São 57,5 quilômetros quadrados de encantamento, incrustados entre Limeira, Iracemápolis, Piracicaba, Rio das Pedras e Santa Bárbara d’Oeste, esta última a cidade mais próxima. Ali, ar puro e muito verde, sem as atividades poluidoras que maltratam os grandes centros urbanos. Um cenário atraente para quem aprecia a vida mansa e simples, o silêncio e a tranquilidade, características que marcam o cotidiano de seus cerca de 5 mil habitantes, distribuídos em 1.347 domicílios particulares. Circular por Tupi, em qualquer dia e horário, é um convite ao lazer e ao descanso. Parece que ali não há pressa. Predomina um viver contemplativo, que nos aproxima da grandeza e dos valores d...

Há aqueles que não poderiam morrer

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              Há aqueles que não poderiam morrer                                                                                        – Celso Gagliardo –                                                                               Falar sobre a morte não é do agrado de alguns. Pode trazer medo, insegurança, lembranças amargas. Conquanto seja a maior certeza, para esses é preferível viver intensamente aqui e agora, até o dia do “juízo final”. Por outro lado, filosofar sobre o epílogo da vida pode significar, para outros, libertar-se do me...

Quando o influencer faz um golaço

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Quando o influencer faz um golaço - Celso Gagliardo - Sabemos que tudo evolui. Nada é estático e, naturalmente, costumes, valores e hábitos também mudam. Querer manter o passado como referência permanente é praticar um saudosismo que pouco acrescenta. Todavia, há certas “evoluções” que mais se parecem involuções. Vejo com preocupação alguns dos “avanços” que chegam à camada mais jovem, justamente aquela que aprende rápido, absorve comportamentos e, muitas vezes, transforma em hábito aquilo que vê e admira. É só observar a Internet, com seus tantos influenciadores, alguns de duvidosa intenção, estimulando comportamentos estranhos, músicas e danças maliciosas, para dizer o mínimo. Gente famosa anunciando jogos de bets, plataformas virtuais de apostas, como se tudo fosse apenas diversão. Não é. Para muita gente, especialmente jovens, pode ser o começo de um caminho de descontrole e prejuízos. Mas não é somente nas telinhas que aparecem maus exemplos. Outro dia, um candidato à Presidên...

Empurrando o carrinho e observando a vida pulsar no Supermercado

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Empurrando o carrinho e observando a vida pulsar no supermercado — Celso Gagliardo — No período pós-executivo de RH — quando às vezes trabalhava de gravata e paletó —ganhei, entre outras atribuições, a de fazer, até de bermuda e camiseta, as compras regulares: supermercados, açougues, padarias, farmácias. E elas dão trabalho. São constantes. Mesmo que você tenha recursos para algum estoque, muitos produtos são perecíveis e não vale a pena comprá-los para consumo em longo prazo. Assim, tornei-me um espectador privilegiado do vai e vem nas lojas de departamentos alimentícios, do burburinho típico. E, talvez pelo teimoso cacoete de quem trabalhou em Recursos Humanos, ainda enraizado na gente, fico observando pessoas e seus comportamentos. Divirto-me um pouco. Às vezes, evito me aborrecer — mas a vontade vem. Lógico, não conheço a quase totalidade dos consumidores. Mas ali, pilotando um carrinho e recolhendo os produtos da minha listinha, defrontamo-nos com uma pequena representa...