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Empurrando o carrinho e observando a vida pulsar no Supermercado

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Empurrando o carrinho e observando a vida pulsar no supermercado — Celso Gagliardo — No período pós-executivo de RH — quando às vezes trabalhava de gravata e paletó —ganhei, entre outras atribuições, a de fazer, até de bermuda e camiseta, as compras regulares: supermercados, açougues, padarias, farmácias. E elas dão trabalho. São constantes. Mesmo que você tenha recursos para algum estoque, muitos produtos são perecíveis e não vale a pena comprá-los para consumo em longo prazo. Assim, tornei-me um espectador privilegiado do vai e vem nas lojas de departamentos alimentícios, do burburinho típico. E, talvez pelo teimoso cacoete de quem trabalhou em Recursos Humanos, ainda enraizado na gente, fico observando pessoas e seus comportamentos. Divirto-me um pouco. Às vezes, evito me aborrecer — mas a vontade vem. Lógico, não conheço a quase totalidade dos consumidores. Mas ali, pilotando um carrinho e recolhendo os produtos da minha listinha, defrontamo-nos com uma pequena representa...

CVV e mais um Setembro Amarelo

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CVV e mais um Setembro Amarelo O calendário nos lembra que chegou mais um Setembro Amarelo. Americana tem o Serviço Posto há 42 anos prestando apoio emocional, e também se insere nesse movimento nacional de um mês dedicado à valorização da vida e à prevenção do suicídio. São 12 anos de Setembro Amarelo. “Escutar é estar presente” é o nosso tema da campanha 2026. A gente busca lembrar que oferecer uma escuta acolhedora pode representar o primeiro passo para que alguém em sofrimento emocional encontre apoio e não enfrente esse momento sozinho. E essa presença, vale lembrar, é para o ano todo. Você sabe escutar? É estar disponível. É dar atenção a quem precisa falar. É ouvir sem julgar. Sem comparar, minimizar ou tentar resolver. É não ter todas as respostas. Às vezes, estar presente importa mais do que saber o que dizer. É respeitar o tempo do outro. Escutar é estar presente. De corpo e alma. O Setembro Amarelo se fortalece cada vez mais, à medida que há mobilização com a participação de...

Vestidos de noiva. Sonho, frustração e solidariedade

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Vestidos de noiva. Sonho, frustração e solidariedade Para a maioria das pessoas, as comemorações e os atos religiosos do casamento são momentos marcantes de suas vidas. O vestido de noiva, especialmente, simboliza a passagem para uma nova fase, a celebração do amor e, historicamente, também o status social da família. Sua escolha costuma envolver muita análise, pesquisa e identificação pessoal. E a aparição apoteótica da noiva, envolta em seu vestido, é um momento singular da cerimônia. Casar-se de vestido de noiva é o sonho de muitas mulheres. Algumas realizam esse desejo mesmo depois de anos de convivência. Outras, por limitações financeiras, acabam se unindo matrimonialmente sem a vestimenta e as comemorações típicas, cada vez mais bonitas, sofisticadas e, também, onerosas. O noticiário radiofônico trouxe uma situação atípica e frustrante. Uma loja especializada em vestidos e artigos para casamentos, na região de Pinheiros, em São Paulo, fechou as portas e deixou mais de cem noivas ...

Eleições à vista: quem vai representar nossa região?

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  Eleições à vista: quem vai representar nossa região? – Celso Gagliardo – Aprendi a gostar de política muito cedo, por influência do trabalho que tive, ainda na infância, com jornais. O burburinho das campanhas, as mudanças que surgem como nuvens no céu, as peças que se movimentam como num tabuleiro de xadrez sempre me levaram a acompanhar o jogo político, projetar cenários, prever e estimar acontecimentos. Essa proximidade e esse gosto pela política, entretanto, nunca foram suficientes para me transformar em político, disputar eleições ou concorrer a algum cargo. Talvez porque a política, ao mesmo tempo em que reúne pessoas movidas pelo espírito público, também atraia outras que enxergam o Poder como objetivo em si e estão dispostas a quase tudo para conquistá-lo ou preservá-lo. A corrupção, infelizmente, continua sendo presença constante no noticiário nacional. Mas seria injusto colocar todos no mesmo saco. Há políticos sérios, pessoas que enxergam a vida pública como op...

O drama de Lito, que nos faz pensar...

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  O drama de Lito, que nos faz pensar - Celso Gagliardo - A Internet nos possibilitou ampliar o círculo de convivência. São amizades virtuais que, pela frequência com que acompanhamos alguém, acabam nos permitindo conhecer melhor um influenciador de bons predicados do que algum parente distante que raramente nos cumprimenta. É o caso de Lito, do canal Aviação e Música, de Guarulhos. Quem o acompanha sabe bem do que estou falando. Ele consegue criar uma curiosa proximidade com quem está do outro lado da tela, com sua maneira simples, descontraída e peculiar de falar sobre aviação — esse mundo que fascina especialistas e leigos. Lito foi mecânico de aviões e piloto de diferentes tipos de aeronaves. Tem conhecimento, entusiasmo, bom humor e uma energia que faz parecer que o conhecemos há tempo. Com responsabilidade e ética comenta acidentes aéreos e procura explicar o que aconteceu, sem sensacionalismo. Montou uma refinada escola para a formação de mecânicos de aviação e, at...

Pai, com letra maiúscula

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  Pai, com letra maiúscula                                              – Celso Gagliardo – Pai escreve-se com letra maiúscula. É único na história de cada filho e deixa marcas que o tempo não apaga. Há muitos tipos de pais: o companheiro, o exigente, o conciliador, o silencioso. Cada um, à sua maneira, procura oferecer proteção, direção e segurança. O meu pai, Pedro, foi um homem pacífico, discreto e de poucas ambições materiais. Nas horas de maior tensão, costumava desarmar qualquer conflito com uma frase simples: "Calma... são coisinhas. Não ligue." Somente depois de adulto compreendi a grandeza de sua alma. Sua autoridade não estava na imposição, mas no exemplo; não no discurso, mas na serenidade. Tradicionalmente, o pai assumiu a responsabilidade de prover o sustento da família. O trabalho intenso e as preocupações profissionais, muitas vezes, limitaram su...

Piracicaba, cheia de atributos, chega aos 259 anos

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  Piracicaba, cheia de atributos, chega aos 259 anos – Celso Gagliardo – Sempre ouvi dizer, em minha Santa Bárbara, sobre a simpatia nutrida pela vizinha Piracicaba. Nada contra Americana, filha pujante. Mas há um respeito especial pela mãe, afinal, nosso território foi desmembrado do município de Piracicaba. Piracicaba comemora, neste 1º de agosto, seus 259 anos de fundação. Nasceu impulsionada inicialmente pela cana-de-açúcar e pelo café. Depois, viveu um longo período de estagnação, até que a industrialização lhe devolveu o dinamismo e a colocou novamente no patamar das grandes cidades do Estado. Santa Bárbara faz divisa com Piracicaba, ali pelo entroncamento do bairro Caiubi com o distrito de Tupi, este um “quase barbarense”, na imaginação carinhosa e poética dos barbarenses. Sempre gostei de Piracicaba. Desde criança, acompanhava o futebol do grande XV, o Nhô Quim, que trazia os grandes times do Estado para jogar no velho Roberto Gomes Pedrosa. Minha saudosa irmã C...