Empurrando o carrinho e observando a vida pulsar no Supermercado
Empurrando o carrinho e observando a vida pulsar no supermercado — Celso Gagliardo — No período pós-executivo de RH — quando às vezes trabalhava de gravata e paletó —ganhei, entre outras atribuições, a de fazer, até de bermuda e camiseta, as compras regulares: supermercados, açougues, padarias, farmácias. E elas dão trabalho. São constantes. Mesmo que você tenha recursos para algum estoque, muitos produtos são perecíveis e não vale a pena comprá-los para consumo em longo prazo. Assim, tornei-me um espectador privilegiado do vai e vem nas lojas de departamentos alimentícios, do burburinho típico. E, talvez pelo teimoso cacoete de quem trabalhou em Recursos Humanos, ainda enraizado na gente, fico observando pessoas e seus comportamentos. Divirto-me um pouco. Às vezes, evito me aborrecer — mas a vontade vem. Lógico, não conheço a quase totalidade dos consumidores. Mas ali, pilotando um carrinho e recolhendo os produtos da minha listinha, defrontamo-nos com uma pequena representa...