Havia tempestade, e uma velhinha aflita na calçada
Havia tempestade, e uma velhinha aflita na calçada Em tempos sombrios, quando parece que nos afastamos cada vez mais das palavras e do exemplo de Jesus, somos bombardeados por ocorrências trágicas — como o ruidoso caso de Itumbiara, Goiás — que nos deixam atônitos e cheios de interrogações. Não apenas isso. Casos de desagregação familiar por discussões fúteis, polarizações políticas que rompem laços, vaidades que impõem pensamentos como se fossem verdades absolutas. A violência doméstica, as drogas, o abuso do álcool, o feminicídio — um quadro doloroso que insiste em não recuar. Mas há também singelas cenas urbanas que passam quase invisíveis e, ainda assim, marcam profundamente. Gestos de relação amorosa, de bem-querer, de entendimento de que o outro é igual — irmão sempre. Esse é o outro lado do copo. O meio cheio do bem. Paradoxalmente, esses fatos auspiciosos raramente ganham destaque. Não produzem manchetes estrondosas. E aí reside um perigo: cercados por tantos recortes neg...