Postagens

Oi, chefe, como estou no trabalho?

Imagem
  Oi, chefe, como estou no trabalho?                 -  Celso Luís Gagliardo - Você, caro leitor, atua em uma organização e se reporta a alguém? Se sim, quando e como é avaliado formalmente? Essa avaliação, de fato, contribui para o seu crescimento profissional e para a melhoria das relações de trabalho? A ausência de um acompanhamento mais consistente — entendido como processo de desenvolvimento — é, muitas vezes, a grande vilã das demissões precipitadas, que trazem prejuízos tanto para quem contrata quanto para quem é contratado. A análise de desempenho, quando bem conduzida, oferece subsídios valiosos para o feedback — do líder para o liderado e, nas organizações mais maduras, também no caminho inverso. É o momento do ajuste fino: reconhecer o que vai bem, identificar o que pode melhorar e alinhar o apoio necessário para que isso aconteça. Em outras palavras, é sinal de uma organização saudável, que cuida do clima e busca evolução con...

Antessala do tempo...

Imagem
 

Uma loja de som entre encontros, memórias e sonhos

Imagem
Uma loja de som entre encontros, memórias e sonhos                                                              — Celso Gagliardo — Uma loja de aparelhos de som usados oferece sabores que vão muito além da simples compra e venda. Um verdadeiro santuário — não apenas para músicos profissionais ou amadores, mas também para entusiastas do áudio, nostálgicos em busca de qualidade sonora. Há lojas com verdadeiras relíquias: o charme vintage, a valorização do vinil e as lembranças de toca-discos, tape decks, receivers analógicos iluminados, caixas de madeira de marcas renomadas — de uma época em que os equipamentos eram feitos para durar, robustos. É o caso da Ficha Som, que conheci por anúncios na Tribuna e que um dia visitei no centro da plácida São Pedro. Ali, há anos, dirigida pelo sr. Fischer — homem de simpatia fácil e um bigodinho q...

O sebo, o tempo e um pouco de prosa

Imagem
O sebo, o tempo e um pouco de prosa               — Celso Gagliardo — Neste século XXI de extraordinário avanço tecnológico, a gente se depara com algumas atividades típicas do passado que persistem, teimosamente. É o caso dos chamados “sebos”, essas livrarias que compram, vendem ou trocam livros usados e, às vezes, materiais antigos. Algumas se especializam na comercialização de obras raras e seminovas, a preços acessíveis. Com o valor de um lançamento em livraria de shopping, o leitor consegue adquirir até três títulos em um sebo — inclusive online. E por que o estranho nome “sebo” para uma livraria de usados? Diz-se que vem do latim sebum, que quer dizer “gordura”. A ideia é que as obras fiquem “engorduradas” pelo manuseio constante — uma marca do tempo e das mãos que por elas passaram. Nas lojas físicas dos sebos, especialmente nas grandes cidades, é comum nos depararmos com pessoas garimpando edições esgotadas, literatura, gibis e livros técnicos...

Os desafios da Liderança que ninguém te conta

Imagem
Os desafios da Liderança que ninguém te conta                                                                                                         -  Celso Luís Gagliardo - Publiquei recentemente um conteúdo sobre liderança — tema caro ao mundo corporativo — e o engenheiro Sérgio Couto, do alto de sua experiência, fez uma observação precisa: é fundamental ter conhecimento e competência sobre os processos da própria área de atuação. Sem dúvida. Isso legitima o líder gestor. Ainda assim, não é necessário ser especialista em todos os segmentos sob sua responsabilidade. Ele pode — e deve — contar com subordinados e especialistas para levar adiante projetos e atingir resultados. Mas liderar é apenas atingir resultados? Se o...

A Bismark que cresceu além do jardim

Imagem
A Bismarck que cresceu além do jardim                   - Celso Luís Gagliardo - As plantas encantam. Enfeitam. Purificam. Perfumam. Nos humanizam, de certa forma. Um dia, o amigo Aldo, da bela cidade das flores, Holambra, nos presenteou com a muda de uma palmeira Bismarck. Dessas que a gente vê em parques e jardins, explodindo beleza azulada, com suas folhas grandes lá no alto — como braços abertos, distribuídas com harmonia. Quem dá uma planta finca na terra a amizade — e acaba sendo lembrado por muito tempo. Já aconteceu também com outro amigo, o Angolini, que um dia apareceu lá em casa, nos idos de 1982, e nos ajudou a montar um jardim ainda insipiente, mãos na terra. Compramos com ele algumas mudas que foram plantadas, cresceram, se expandiram. Não deram frutos, é verdade, mas nos ofereceram flores, perfume e, principalmente, lembranças — do nascedouro, do berço, da terra crua que virou jardim. E memória boa. Esta crônica nasceu ontem, ...

Zé Maria, um barbarense "mais que" barbarense

Imagem
  Zé Maria, um barbarense “mais que” barbarense A data de aniversário dele é próxima à de minha mãe, Luzia. Esta, no dia 6, e ele um dia depois, 7 de março. Por isso sempre me lembro de seu aniversário, também. E hoje, rabiscando esta crônica para o blog - esse depositário de tantas respiradas profundas da minha vida na querida Santa Bárbara -, a memória me levou a ele outra vez. Não vou dizer que José Maria de Araújo Junior seja uma “quase unanimidade” como a gente chama certas figuras públicas. Quem se envereda pela via institucional dificilmente colhe admiração ampla. O coletivo é terreno espinhoso – vemos isso até nos pequenos condomínios. Muitas vezes, decisões tomadas, ou o próprio destaque, despertam não aplausos, mas inveja e desafeto. Mas Zé Maria é um barbarense daqueles “mais do que barbarenses”. Desde cedo atento às questões da comunidade, próximo das lideranças de setores vários, opinando, influenciando, participando. O espírito público já lhe fervilhava nas veias. Mi...