Viajando pelos números e sentindo-se um deles
Viajando pelos números e sentindo-se um deles Vamos amadurecendo sob a rudeza dos anos e a leveza das flores do caminho. A realidade, com o tempo, deixa de pedir licença: estampa-se. Grosso modo tudo se resume a um número. Somos um número. Velho reclamão? Ah.. então, vejamos: você vai ao médico, ele olha na primeira linha de seu prontuário está o seu DNA – não o “manual de instruções do corpo”, a molécula que carrega informações genéticas, mas a Data de Nascimento. E o A final é de antiga. O doutor fixa seus olhos ali e já ensaia suas (pré)-conclusões. Em qualquer repartição querem nos qualificar. Nome, endereço e os números que carregamos: CPF, RG, etc... Agora unificam tudo na CIN-Carteira de Identidade Nacional, um número só. Continuaremos sendo um número. Você luta por emprego, faz entrevistas intermináveis, capricha no currículo e consegue a vaga. Vibra. E vai lá ao DRH assinar contrato – recebe um número. Ganha matrícula – outro número. E ainda adota um crachá com mai...