A Bismark que cresceu além do jardim
A Bismarck que cresceu além do jardim - Celso Luís Gagliardo - As plantas encantam. Enfeitam. Purificam. Perfumam. Nos humanizam, de certa forma. Um dia, o amigo Aldo, da bela cidade das flores, Holambra, nos presenteou com a muda de uma palmeira Bismarck. Dessas que a gente vê em parques e jardins, explodindo beleza azulada, com suas folhas grandes lá no alto — como braços abertos, distribuídas com harmonia. Quem dá uma planta finca na terra a amizade — e acaba sendo lembrado por muito tempo. Já aconteceu também com outro amigo, o Angolini, que um dia apareceu lá em casa, nos idos de 1982, e nos ajudou a montar um jardim ainda insipiente, mãos na terra. Compramos com ele algumas mudas que foram plantadas, cresceram, se expandiram. Não deram frutos, é verdade, mas nos ofereceram flores, perfume e, principalmente, lembranças — do nascedouro, do berço, da terra crua que virou jardim. E memória boa. Esta crônica nasceu ontem, ...