Finados, e o que a morte nos ensina
Finados, e o que a morte nos ensina – Celso Gagliardo – Já fui advertido para não ficar escrevendo sobre a morte. Mas o tema me é recorrente, especialmente na atualidade, dado que no início de novembro comemoramos Finados, dia dos mortos. É o tempo de relembrarmos os entes queridos que se foram. Os cemitérios são mais visitados, alguns vão lavar as sepulturas, compram flores e as depositam em homenagem póstuma. A morte nos revela muita coisa. Andar pelos cemitérios nos remete a divagações e nos projeta para a dura realidade da vida: há tempo para tudo, inclusive para a separação física. Circulando entre túmulos, vamos lendo as plaquinhas, algumas já desgastadas pelo tempo, outras parcialmente danificadas pelos larápios do metal. Elas indicam nomes, sobrenomes e datas. Estas pouco importam. Mas os nomes e sobrenomes nos remetem invariavelmente à vida que pulsa lá fora. E ficamos imaginando como tudo é frágil, passageiro e imprevisto. Há mais gente idosa sepultada, é verdade,...