Ai... que saudade que dá
Ai... que saudade que dá Saudade, essa malvada. Presença invisível, lembrança de bons momentos, registro emocional de vínculos e memórias. Palavra típica da língua portuguesa, dizem que sem tradução objetiva para outros povos. Escrevo sobre saudade porque a amiga Cristina Gilberti, valorosa voluntária de tantos movimentos, lembrou ao grupo que 30 de janeiro é reservado à sua celebração. E ainda arrematou com dois expoentes da nossa música — Vinicius de Moraes e Toquinho — interpretando Onde Anda Você: “E por falar em paixão, em razão de viver, você bem que poderia me aparecer, nesses mesmos lugares, nas noites, nos bares… onde anda você?” Fantástico. É gostoso falar de saudade. Porque dá saudade. Para muitos, ela logo evoca pais, mães, avós, filhos, amigos que já se foram. “A saudade eterniza a presença de quem partiu.” Foram tantos momentos lado a lado, partilhas de rotinas, de alegrias e dificuldades dessa construção chamada vida, consolidando vínculos...