As Organizações também são vítimas de fraudes e desvios
As organizações também são vítimas de fraudes e desvios
-
Celso Gagliardo -
Enquanto
você trabalha duramente na direção de seus negócios, planejando, desenvolvendo
produtos, ampliando a carteira de clientes, analisando indicadores e corrigindo
os rumos, algo pode estar minando aos poucos o patrimônio do empreendedor.
Afirmações
como essas soam estranho, de certa forma. Mas a vivência no mundo dos negócios
permite garantir que nem tudo é ético, correto, dentro de uma organização.
Organizações são feitas de pessoas, e pessoas falham, são imperfeitas, têm seus
limites e nalgumas vezes mudam seus comportamentos até por conta dos fatos e de
emoções recentes.
Felizmente a
grande maioria que compõe uma força de trabalho é de gente boa, que faz do
trabalho seu meio de vida, e que se mantém alinhada aos princípios da boa
conduta. Alguns até contribuem de maneira especial com a organização,
denunciando desvios, abusos, desperdícios de quaisquer ordens.
Falando
disso, é preciso dizer que existem atos que geram prejuízos, mas não são
intencionais. São frutos de falhas individuais, descuidos e mau desempenho,
desatenções havidas ao longo da jornada, por vezes em decorrência da
fragilidade do processo de trabalho.
O risco é quando
pessoas resolvem usar inteligência e energia para o mal. Pensar em como sangrar
a empresa. Envolvendo uma ou mais pessoas, ao invés de usar o tempo produtivo
para desenvolver bem o seu trabalho, para o que são pagos, passam a pensar no
mal, ou em como praticar o mal, como engendrar uma possível fraude na tentativa
de levar vantagem, obter algum bem ou valor pelo meio aparentemente mais fácil,
ainda que tipificado no Código Penal.
Quando estamos
falando de uma pequena organização, um comércio ou mesmo pequena atividade
fabril o “dono” e seus familiares estão próximos, quase sempre vigilantes aos
pontos-chave do negócio, controlando para que tudo se desenvolva dentro da
normalidade, sem desvios, desperdícios, ralos que podem ir sugando a empresa.
A
probabilidade de fraude aumenta à medida que o negócio cresce. Mesmo que
estabelecendo mecanismos de controle as organizações ficam mais expostas, dado
que mais gente, processos e rotinas mais complexos, jornadas de trabalho
diferenciadas com turnos ininterruptos alcançando até os finais de semana. O
“olho do dono” passa a ser o olho do gestor, encarregado, coordenador, ou um
gerente.
Vemos,
nalgumas oportunidades, gestores profissionais recomendando aos acionistas do
negócio medidas para aprimorar o controle e reduzir a possibilidade de desvios
e fraudes. Mas tudo custa, mesmo que um simples conjunto de câmeras de vídeo. E
surgem as discussões sobre se “compensa” ou não manter certa estrutura, um
serviço de auditoria ou mecanismo voltado para detectar possível ação do mal.
As
organizações crescem, muitas vezes são bem sucedidas por conta de bom
desempenho e caráter das pessoas que gravitam em torno do negócio. Mas não há
como negar que sempre haverá fragilidades e ameaças. Desde o desvio de
materiais, matéria prima, ou produto acabado. Outras vezes as vantagens
ilícitas são tramadas fora das linhas da empresa, em acertos decorrentes de
favorecimentos numa cotação, por exemplo, direcionando-se a compra para fornecedores
que possam estar agradando funcionários estratégicos além da qualidade e preço
de seus produtos ou serviços.
Cada empresa
tem que analisar os riscos à luz de seus negócios. Mesmo em departamentos
administrativos podem surgir desvios de conduta, como adoção de funcionários
“fantasmas” em folha de pagamento, pagamentos indevidos em folha, etc..
Numa
oportunidade pudemos auxiliar a identificar ao longo de muita análise e
observação que a fraude se dava no recebimento da matéria-prima, cuja entrada
fiscal era como sendo de “primeira’, o que ocorria somente na parte superior da
carga. Recebedores habilitados deixavam passar, isto é, aceitavam a condição do
fornecedor embora isso gerasse desvios indesejáveis no processo.
Noutra
ocasião o desvio era pelo lixo. Aliás, o descarte de inservíveis é uma válvula
bem conhecida. Por ali sai aquilo que não mais serve, mas pode também escoar material
nobre, como metais de valor ou mercadorias que depois são “pescados” fora do
âmbito das organizações.
Normas e
procedimentos bem definidos, gestão transparente, códigos de ética e auditorias
independentes são mecanismos adotados por organizações saudáveis que pretendem
coibir práticas irregulares e mal feitos. Nada assegura correção absoluta. À
medida que o negócio se avoluma há que se prever em orçamento custos
decorrentes de medidas para salvaguardar o patrimônio.
Fechar os
olhos para essa possibilidade, como que “o que se perde não compensa o custo do
controle”, ou que “o molho fica mais caro que a macarronada” pode gerar certas
facilidades que estimulem o mal - associações criminosas gerando situações
inimagináveis em favorecimento de alguns e comprometendo o resultado do
empreendimento. Compliance, Ética Corporativa e Prevenção a Fraudes são
elementos essenciais na gestão de organizações modernas.
As Organizações
também são vítimas de fraudes e desvios
-
Celso Gagliardo -
Enquanto
você trabalha duramente na direção de seus negócios, planejando, desenvolvendo
produtos, ampliando a carteira de clientes, analisando indicadores e corrigindo
os rumos, algo pode estar minando aos poucos o patrimônio do empreendedor.
Afirmações
como essas soam estranho, de certa forma. Mas a vivência no mundo dos negócios
permite garantir que nem tudo é ético, correto, dentro de uma organização.
Organizações são feitas de pessoas, e pessoas falham, são imperfeitas, têm seus
limites e nalgumas vezes mudam seus comportamentos até por conta dos fatos e de
emoções recentes.
Felizmente a
grande maioria que compõe uma força de trabalho é de gente boa, que faz do
trabalho seu meio de vida, e que se mantém alinhada aos princípios da boa
conduta. Alguns até contribuem de maneira especial com a organização,
denunciando desvios, abusos, desperdícios de quaisquer ordens.
Falando
disso, é preciso dizer que existem atos que geram prejuízos, mas não são
intencionais. São frutos de falhas individuais, descuidos e mau desempenho,
desatenções havidas ao longo da jornada, por vezes em decorrência da
fragilidade do processo de trabalho.
O risco é quando
pessoas resolvem usar inteligência e energia para o mal. Pensar em como sangrar
a empresa. Envolvendo uma ou mais pessoas, ao invés de usar o tempo produtivo
para desenvolver bem o seu trabalho, para o que são pagos, passam a pensar no
mal, ou em como praticar o mal, como engendrar uma possível fraude na tentativa
de levar vantagem, obter algum bem ou valor pelo meio aparentemente mais fácil,
ainda que tipificado no Código Penal.
Quando estamos
falando de uma pequena organização, um comércio ou mesmo pequena atividade
fabril o “dono” e seus familiares estão próximos, quase sempre vigilantes aos
pontos-chave do negócio, controlando para que tudo se desenvolva dentro da
normalidade, sem desvios, desperdícios, ralos que podem ir sugando a empresa.
A
probabilidade de fraude aumenta à medida que o negócio cresce. Mesmo que
estabelecendo mecanismos de controle as organizações ficam mais expostas, dado
que mais gente, processos e rotinas mais complexos, jornadas de trabalho
diferenciadas com turnos ininterruptos alcançando até os finais de semana. O
“olho do dono” passa a ser o olho do gestor, encarregado, coordenador, ou um
gerente.
Vemos,
nalgumas oportunidades, gestores profissionais recomendando aos acionistas do
negócio medidas para aprimorar o controle e reduzir a possibilidade de desvios
e fraudes. Mas tudo custa, mesmo que um simples conjunto de câmeras de vídeo. E
surgem as discussões sobre se “compensa” ou não manter certa estrutura, um
serviço de auditoria ou mecanismo voltado para detectar possível ação do mal.
As
organizações crescem, muitas vezes são bem sucedidas por conta de bom
desempenho e caráter das pessoas que gravitam em torno do negócio. Mas não há
como negar que sempre haverá fragilidades e ameaças. Desde o desvio de
materiais, matéria prima, ou produto acabado. Outras vezes as vantagens
ilícitas são tramadas fora das linhas da empresa, em acertos decorrentes de
favorecimentos numa cotação, por exemplo, direcionando-se a compra para fornecedores
que possam estar agradando funcionários estratégicos além da qualidade e preço
de seus produtos ou serviços.
Cada empresa
tem que analisar os riscos à luz de seus negócios. Mesmo em departamentos
administrativos podem surgir desvios de conduta, como adoção de funcionários
“fantasmas” em folha de pagamento, pagamentos indevidos em folha, etc..
Numa
oportunidade pudemos auxiliar a identificar ao longo de muita análise e
observação que a fraude se dava no recebimento da matéria-prima, cuja entrada
fiscal era como sendo de “primeira’, o que ocorria somente na parte superior da
carga. Recebedores habilitados deixavam passar, isto é, aceitavam a condição do
fornecedor embora isso gerasse desvios indesejáveis no processo.
Noutra
ocasião o desvio era pelo lixo. Aliás, o descarte de inservíveis é uma válvula
bem conhecida. Por ali sai aquilo que não mais serve, mas pode também escoar material
nobre, como metais de valor ou mercadorias que depois são “pescados” fora do
âmbito das organizações.
Normas e
procedimentos bem definidos, gestão transparente, códigos de ética e auditorias
independentes são mecanismos adotados por organizações saudáveis que pretendem
coibir práticas irregulares e mal feitos. Nada assegura correção absoluta. À
medida que o negócio se avoluma há que se prever em orçamento custos
decorrentes de medidas para salvaguardar o patrimônio.
Fechar os
olhos para essa possibilidade, como que “o que se perde não compensa o custo do
controle”, ou que “o molho fica mais caro que a macarronada” pode gerar certas
facilidades que estimulem o mal - associações criminosas gerando situações
inimagináveis em favorecimento de alguns e comprometendo o resultado do
empreendimento. Compliance, Ética Corporativa e Prevenção a Fraudes são
elementos essenciais na gestão de organizações modernas.
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