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Mostrando postagens de outubro, 2025

Parabéns, Saul. Essa figuraça...

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Parabéns, Saul. Essa figuraça...                          – Celso Gagliardo – De uns anos para cá, a vida me presenteou com novos amigos — frutos doces da liberdade conquistada após décadas de compromissos e relógios marcando o compasso do trabalho. Sem as amarras do mundo corporativo, pude enfim respirar o tempo, conhecer melhor as pessoas e, curiosamente, redescobrir a cidade onde vivo: Americana. Aquela que um dia me acolheu, e que por muito tempo foi apenas cidade-dormitório. Foi entre cafés e boas conversas no Amorino, no Smart Mall, que conheci melhor o cidadão Saul Camargo Neves — engenheiro civil de formação, mas, na essência, um homem de múltiplas habilidades. Daqueles que afastam o mau humor e as más notícias com bom papo, generosidade e sabedoria. Certa vez, presenciei uma cena que ficou gravada: Saul estava na carroceria de sua caminhonete, na Avenida Brasil, quando uma senhora se aproximou e perguntou: — Você ...

O emaranhado das Relações Humanas que pulsa nos Condomínios

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  O emaranhado das Relações Humanas que pulsa nos condomínios                                               - Celso Gagliardo -                            Nunca foi fácil a manutenção de relações harmoniosas nos ambientes sociais, familiares, profissionais. Ultimamente, com o avanço da tecnologia e a própria Pandemia, parece que a situação de dificuldades se ampliou, ainda mais com a contaminação pela polarização ideológica que nos assola. Na vida profissional os ruídos são aplacados pelo interesse na manutenção do emprego, o que pode levar ao sofrimento. Muitos preferem se omitir, não se manifestar, contrariamente à sua natureza, para não se comprometerem ou contrariar setores importantes. O ser humano é construção permanente. Genética, cultura familiar, ambiente social em que interage, formação es...

Eis o Professor, aquele que toca a alma humana

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Eis o Professor, aquele que toca a alma humana                – Celso Luís Gagliardo – Sem jeito para matemática e raciocínio lógico, fiz o Curso Normal (Magistério) na Escola Emílio Romi, em Santa Bárbara. Suei frio nas aulas práticas sob os olhares críticos da professora Ariz Maria, mas concluí. Não levei adiante a profissão na sua essência, exceto por uma curta passagem no ensino especializado voltado a alfabetizar adultos, há muito tempo. O professor é, talvez, a profissão mais decantada em prosa e verso. Muito se fala da “profissão-mãe” de todas as outras, pois todos nós — advogados, jornalistas, médicos, porteiros, zeladores, torneiros, pedreiros, balconistas, enfermeiros, atendentes, escriturários — passamos “pelas mãos” de vários professores nos diversos níveis da escolarização. A transmissão de conhecimentos, através de métodos próprios, não apenas nos tira da escuridão do analfabetismo — inadmissível nos dias de hoje —, mas é também vet...

STF. Quem escolhe quem julga

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STF. Quem escolhe   quem julga                  -  Celso Luís Gagliardo - Embora o atual modelo constitucional tenha suas boas intenções, a elevada judicialização de temas de Governo, de viés político, tem levado a questionamentos quanto a forma de indicação de Ministros para a mais alta Corte Judiciária do País. Há temas que parecem morar nas páginas distantes das leis, mas que, no fundo, dizem respeito à alma de um país democrático. Um deles é este: quem escolhe quem julga? Parece simples — o presidente indica, o Senado aprova, e pronto, temos um ministro do Supremo Tribunal Federal, última instância decisória, a Suprema Corte. Mas, se olharmos com o coração de quem acredita na independência dos Poderes, há uma interrogação que não se cala: como pode o chefe de um Poder escolher quem, amanhã, poderá julgá-lo? A Constituição quis criar um equilíbrio — o famoso “freios e contrapesos”. Mas, como tudo que envolve o ser humano, o ...

Oh Santa Bárbara querida...

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  Santa Bárbara querida ...                – Celso Gagliardo – A música do saudoso Sérgio Sárapo traduz o sentimento que nos habita, barbarenses de nascimento ou de coração: “Oh Santa Bárbara querida, terra onde eu nasci, por ti eu darei minha vida”. Vivi a cidade em tempos de simplicidade e harmonia. As ruas, de paralelepípedos, guardavam passos tranquilos; poucos tinham carro, e andávamos a pé, reconhecendo rostos, acenando, conversando. As compras se faziam nos armazéns de “secos e molhados”, anotadas nas cadernetas que eram, à época, nosso cartão de crédito. A economia pulsava nas tecelagens, nas metalúrgicas lideradas pelas Indústrias Romi e nas usinas de açúcar e álcool — Santa Bárbara, Furlan, Cillos, Azanha. O lazer florescia nos clubes, nos bailinhos, nos cinemas Santa Rosa e Santa Bárbara. Aos fins de semana, a praça central se enchia de juventude em seu ritual de passos e olhares — o footing. O futebol tinha cores e paixões com CA...

O garçom que jamais sorri

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O garçom que jamais sorri                 – Celso Gagliardo – A mídia noticiou avanços nos serviços de restaurante, inovação parece ocorrida em Indaiatuba, com ampla repercussão e até um meme para mostrar-se moderna. O salão onde ficam as mesas foi todo mapeado com tags no teto, de forma que o robô, devidamente programado, conseguisse se orientar e entregar os pratos às respectivas mesas. No setor industrial, há tempo existem engenhocas chamadas “robôs” que executam funções variadas — muitas repetitivas e perigosas, como soldagem e pintura —, aumentando a produtividade nas linhas de produção. Sem entrar na discussão sobre o desemprego de garçons, fico imaginando o desencanto de ver o robozinho reluzente procurando nossa mesa para servir um filé à parmegiana, por exemplo. Mesmo que acerte na primeira e até tenha nome feminino, jamais deixará de ser uma máquina fria, sem coração e sem emoções, sem um sorriso ou qualquer outra expressão humana. Sim. ...