O "motorzinho" do Dentista
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Assim como o barulho das turbinas do avião, para muitos o ruído insistente do “motorzinho”
do dentista é um tormento. É lógico que para uns, mais, para outros, menos, conforme a
sensibilidade. Com o passar do tempo houve evolução nos equipamentos e técnicas, e a
manutenção dentária é hoje mais leve, mas longe de ser tranquila e refrescante qual o anúncio
de cremes dentifrícios.
No passado era comum usarmos a dentadura como solução para a falta de dentes. Alguns
adotavam o recurso delas até bem cedo. Acabavam-se as dores, os desconfortos, as idas ao
dentista, mas a peça removível nunca substituiu com eficácia os dentes naturais. Agora há o
implante, com bons resultados. Mas ainda custa caro para a maioria, e é também um
tratamento invasivo, exige preparar a “base”, até o osso onde será fixado, por exemplo.
Com essas linhas, alerto sobre a importância da manutenção de nossas ferramentas de corte e
amassamento dos alimentos. O Brasil se tornou um fornecedor de excelentes profissionais da
dentística, portanto temos muitas opções para tratamento. Homenageio por aqui os Robsons,
as Brunas, os Fernandos e tantos outros doutores que fazem a alegria de nossos risos, e
principalmente a saúde nossa de cada dia.
Mas que ainda dá um friozinho na barriga, isso ainda dá, sentarmos na cadeira móvel dos
dentistas. Principalmente para alguns tratamentos, como a endodontia (canal), periodontia,
algumas cirurgias, etc., quando mãos hábeis manuseiam pinças e outros pequenos artefatos
para procedimentos delicados, como raspar mesmo, numa ação mecânica e até forte sob a
gengiva, chegando às entranhas da raiz dos dentes. Mesmo com a ação de poderosos
anestésicos ficamos com o horror da dor iminente, e esse estado de consciência também
martiriza.
Mas, tudo por uma boa causa!.
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