Vai, Brasil ! Vai, Brasil ?

 


Em 11 de julho de 2018 o Brasil perdia a Copa e fizemos esta crônica. Tentando manter duramente o bom humor e o entusiasmo mesmo frente a tanta notícia ruim. O cenário mudou pouco, como vimos. Brasil, capital da esperança eterna !                                                                                                              
Vai, Brasil! Vai, Brasil?


               - Celso Gagliardo -


Por força da profissão, acostumei-me a ouvir o contraditório. Sempre gostei de ler textos de opinião — elogios e críticas dirigidos ao mesmo assunto, refletindo a grandeza da percepção humana e permitindo a nós, eternos aprendizes, mudar ou ajustar pensamentos.


Com a internet, muita gente emite opiniões a cada notícia ou comentário. Por vezes aproveitamos reflexões que enriquecem. Outras vezes, encontramos agressões absurdas, desmedidas, palavrões. É fácil agredir à distância, escondido atrás da frieza de um computador ou celular.


Durante a Copa, é comum ver a população se empolgar: adereços, camisas, bandeiras, bandeirolas, encontros em praças diante de telões. Cada um torce do seu jeito. Mas com a eliminação recente da seleção, as opiniões se multiplicaram: uns defendiam, outros comemoravam a queda.


Todavia, a situação política e os escândalos que horrorizam o país esfriaram um pouco o entusiasmo de muitos brasileiros conscientes. Compreensível: vivemos uma crise sem precedentes.


Mas nem por isso devemos condenar quem ainda vibra. Se já é difícil manter o otimismo, pior será se enterrarmos de vez os momentos de alegria, descontração e vibração coletiva. Futebol, carnaval e outras manifestações culturais são válvulas necessárias.


É preciso superar o “clima de luto” que alguns apregoam. Sem perder a consciência política, devemos brigar, sim, por um país decente — afastando corruptos, denunciando corruptores e fazendo o certo.


Sem isso, aumentaremos o índice de doenças físicas e emocionais que abarrotam hospitais e fazem a alegria de farmácias e fabricantes de medicamentos.                 


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